Atrás do bi: com gol de Umtiti, França bate a Bélgica e avança à final
10/07/2018 21:18 em Esporte

A imprensa europeia achava que jogaria Vermaelen. E a escalação mostrou... Dembélé. Roberto Martínez surpreendeu ao escolher o substituto do ala direito Meunier, suspenso, e gerou uma hora de especulações das mais variadas sobre como jogaria a Bélgica: com três zagueiros e Dembélé na direita; com três zagueiros e Chadli na direita; com, como sugeriu a escalação da Fifa, De Bruyne na ala esquerda (!). O jogo mostrou que, com a bola, a Bélgica atacou num híbrido de 3-4-3 e 3-6-1 e, sem ela, defendeu num 4-2-3-1 (segurando Chadli como lateral).

Houve momentos em que os volantes se descolaram da marcação: Witsel virou meia, e Fellaini apareceu na área, feito centroavante. Muita mobilidade, muitas variações – e alguns nós nas cabeças dos analistas. No final, prevaleceu a força da bola aérea num escanteio. O gol de Umtiti foi o 72º (de 158 na Copa) num de lance de bola parada neste Mundial da Rússia (46% do total).

COMO FOI O PRIMEIRO TEMPO

Não foram necessários gols para que França e Bélgica fizessem um excelente primeiro tempo em São Petersburgo. As duas seleções investiram em um duelo firmado em muita estratégia, tentando amortecer as qualidades do adversário e fazer valer seu jogo. A Bélgica deu sinais de domínio, controlou mais a bola e teve as chegadas mais perigosas na metade inicial do período (especialmente em conclusão de Alderweireld, muito bem defendida por Lloris, e em chute colocado de Hazard, rente à trave). Mas a França cresceu aos poucos, mostrou mais objetividade no ataque e poderia ter aberto o placar com Pavard, que recebeu linda assistência de Mbappé e tentou desviar de Courtois – mas o goleiro de 1,99m salvou com o pé.

COMO FOI O SEGUNDO TEMPO

A França voltou bem do intervalo e alcançou o gol aos 5 do segundo tempo. Griezmann bateu escanteio, e o zagueiro Umtiti se antecipou a Fellaini e mandou para o fundo do gol. Os franceses tomavam as rédeas da partida e obrigavam os belgas a se abrirem, dando espaços para jogadores como Mbappé, dono de lance lindo, com um giro de costas, para Giroud perder o gol – mais uma vez. A necessidade fez a Bélgica ter ainda mais a bola, mas sem saber muito bem o que fazer com ela. Cabeceio de Fellaini e chute de Witsel levaram perigo a uma França muito estável, muito segura, capaz de segurar a vantagem até o apito final e eliminar o talentoso time belga.

Globo Eesporte

COMENTÁRIOS
Comentário enviado com sucesso!